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R$ 19,8 MILHÕES PAGOS PELO ESTADO COLOCAM EMPRESA NO CENTRO DO DEBATE

 

 

A abordagem de funcionários de uma empresa com cerca de R$ 2 milhões em espécie abriu uma frente de questionamentos que vai além do dinheiro encontrado. Documentos citados a partir do Portal da Transparência apontam que a mesma empresa recebeu R$ 19.871.988,20 do Governo de Alagoas entre 2020 e agosto de 2026, atravessando as gestões de Renan Filho e Paulo Dantas.

Segundo o levantamento divulgado pelo Francês News, a Vasconcelos e Santos Ltda., também identificada como Ceilurb, teve R$ 23,2 milhões empenhados, R$ 22,4 milhões liquidados e quase R$ 19,9 milhões efetivamente pagos pela Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude.

O dado financeiro coloca uma pergunta inevitável no centro da discussão: por que os pagamentos milionários realizados pelo Estado não ganharam o mesmo destaque quando o caso veio a público?

Ao comentar a investigação, o diretor da Dracco, delegado Igor Diego, afirmou que a empresa mantinha contratos com diferentes entes públicos e citou a Prefeitura de Maceió. Entretanto, os R$ 19,8 milhões pagos pelo Governo de Alagoas, conforme os dados apresentados, não foram mencionados na declaração reproduzida.

Não é possível afirmar, apenas pela ausência da informação, que tenha existido intenção de omiti-la. Mas o contraste é suficientemente relevante para exigir esclarecimentos, sobretudo em um ambiente eleitoral marcado por intensa disputa narrativa nas redes sociais.

O caso, portanto, não deve ser analisado apenas pelo dinheiro encontrado com os funcionários. É preciso olhar também para o histórico contratual da empresa, a origem dos recursos, os serviços prestados, os processos de contratação e a execução dos pagamentos públicos.

A pergunta permanece: por que Maceió foi citada, enquanto os quase R$ 20 milhões pagos pelo Governo de Alagoas ficaram fora da narrativa? A resposta precisa estar nos documentos — e não na guerrilha digital.

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