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O instituto Paraná Pesquisa divulga pesquisa para governo e senado em Alagoas

Uma nova sondagem eleitoral realizada pelo instituto Paraná Pesquisas traz à tona os contornos da disputa pelas duas principais cadeiras do poder em Alagoas para 2026 — o governo do estado e uma vaga ao Senado. A amostra, composta por 1.504 eleitores distribuídos em 62 municípios, foi coletada entre os dias 17 e 21 de outubro. O levantamento alcança um grau de confiança de 95%, com margem de erro estimada em cerca de ±2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.

Governo do Estado

No cenário para o executivo estadual, o nome de João Henrique Caldas (PL), o JHC, surge em primeiro lugar, com 46,3% das intenções de voto. Logo atrás aparece o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), com 42,1%. Embora liderando, JHC mantém apenas uma vantagem de aproximadamente 4,2 pontos – diferença que cabe dentro da margem de erro, o que leva à conclusão de que há empate técnico entre os dois.
Também foram registrados 7% dos eleitores que dizem que votarão em branco ou nulo e 4,6% que não souberam ou não quiseram opinar.

Essa polarização aponta para uma disputa intensa: de um lado, JHC aparece como aposta de renovação, ao menos no imaginário do eleitorado de Maceió e do Estado; de outro, Renan Filho representa a continuidade institucional e a influência de grupos tradicionais da política alagoana. Caso a configuração se mantenha, o pleito de 2026 poderá se definir por pequenos deslocamentos de eleitores ou alianças estratégicas.

Disputa ao Senado

Quanto à corrida pelo Senado federal, o levantamento da Paraná Pesquisas também revela movimentações que podem alterar o mapa político do Estado. O senador Renan Calheiros (MDB) aparece em primeiro lugar, com cerca de 41% das intenções de voto. Em seguida, surge Alfredo Gaspar de Mendonça (União Brasil), com 36,4%, mesmo sem confirmar oficialmente pré-candidatura. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), aparece com aproximadamente 34%. Com margem de erro de 2,6 pontos, os três estão em empate técnico, o que reforça o grau de indefinição e o potencial de reviravolta.

Além disso, no recorte dos votos brancos/nulos ou indecisos, 10,8% afirmaram que não escolheriam nenhum dos nomes apresentados, e 5,9% não souberam opinar – o que mostra espaço para consolidação de novas candidaturas ou para mobilização de indecisos.

Reflexos e desdobramentos

Os dados compilados indicam que, no momento, o eleitorado de Alagoas permanece dividido e atento. A competitividade tanto para o governo quanto para o Senado revela que ainda há margem para influência de fatos novos — como alianças partidárias, posicionamentos estratégicos de pré-candidatos, ou mesmo cisões dentro das chapas. No caso de JHC, por exemplo, sua eventual candidatura ao governo ainda carece de confirmação oficial, e o peso de apoio partidário ou de base de governo pode se mostrar determinante. No cenário do Senado, a entrada ou confirmação de candidaturas poderá redesenhar alianças e alterar o patamar atual.

Em suma: com pouco menos de um ano até a eleição de 2026, Alagoas vive agora um momento de indefinição – os números sinalizam liderança, mas não hegemonia. A sombra do “empate técnico” domina os dois pleitos mais relevantes, e o desempenho final dependerá da capacidade dos atores políticos em converter intenções em votos efetivos, mobilizar bases e evitar dispersão entre indecisos.

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