O ex-vereador por Maceió e pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales (PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira) lamentou nesta quarta-feira (30) o desempenho negativo de Alagoas na geração de empregos formais, após dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), apontarem que o estado fechou março com saldo negativo de mais de 5 mil vagas com carteira assinada, enquanto o Brasil registrou a criação de mais de 228 mil empregos no mesmo período.
Para Sales, o resultado evidencia a necessidade de mudanças no ambiente econômico do estado e dos município para reverter o cenário. “É muito ruim ver Alagoas na contramão da geração de empregos no país. Isso significa menos renda, menos oportunidades e mais dificuldade para as famílias. Precisamos reagir e criar as condições para ‘virar o jogo’”, afirmou Sales.
Segundo ele, o cenário é resultado de uma combinação de “três fatores perversos” que impactam diretamente a capacidade de geração de empregos em território alagoano.
“O primeiro é a alta carga tributária. Quando os impostos são elevados, quem empreende recua. Isso vale para o micro, pequeno, médio e para os empresários em geral. Sem investimento, não há expansão, e sem expansão não há geração de empregos. O efeito é direto”, criticou.
O segundo fator apontado é o excesso de burocracia. “Ainda enfrentamos um ambiente com muita burocracia, com processos lentos e exigências que dificultam a abertura e a expansão de negócios. Isso desestimula o empreendedor e faz com que muitos projetos não saiam do papel ou não prosperem como poderiam”, pontuou.
O terceiro ponto destacado por ele é a desaceleração econômica. “Quando a economia não cresce no ritmo necessário, o comércio vende menos, a indústria produz menos e, naturalmente, contrata menos. Isso cria um ciclo negativo que precisa ser enfrentado com medidas que estimulem a atividade econômica”, disse.
Empresário do ramo de supermercados e também no modelo de atacarejo, responsável por mais de mil empregos diretos, Francisco Sales afirmou que conhece de perto a realidade enfrentada por quem gera trabalho. “Eu comecei de baixo, vendendo água mineral nas praias de Maceió, e sei o quanto é difícil empreender. Hoje, vejo diariamente os desafios enfrentados por quem quer investir e gerar emprego em Alagoas”, destacou.
Sales ressaltou que os entraves à geração de empregos passam pela necessidade de avanços no ambiente econômico em nível estadual como um todo. “Quem está na ponta sente o peso de uma carga tributária elevada e de uma burocracia que ainda precisa ser superada. Isso afasta investimentos e reduz a capacidade de gerar novas oportunidades”, afirmou.
Ele também destacou que os desafios se estendem ao nível municipal. “É importante avançar na desburocratização também nas prefeituras. Muitas vezes, quem tenta abrir ou ampliar um negócio enfrenta etapas demoradas e exigências excessivas. Esse processo precisa ser mais ágil e eficiente para permitir que a economia gire com mais força”, pontuou.
Para Sales, é fundamental que haja uma atuação integrada para melhorar o ambiente de negócios. “Estado e municípios precisam caminhar juntos para simplificar processos, garantir uma cobrança mais justa de impostos e criar condições reais para quem empreende. Defender o empreendedor é defender o emprego, é defender o trabalhador”, afirmou.
Ele concluiu reforçando a necessidade de mudança. “Alagoas precisa sair dessa posição negativa e voltar a gerar oportunidades. Com menos impostos, menos burocracia e uma economia mais dinâmica, é possível ‘virar o jogo’ e recolocar o estado no caminho do crescimento”, finalizou.




