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Cidades afetadas pelas enchentes em Alagoas são a rota para o turismo sádico de Renan Calheiros Filho

Uma grande cheia pode ser um prato cheio em ano de eleição, parece sádico, desrespeitoso e até criminoso utilizar as canoas e helicópteros de resgate como cenários para produzir material de campanha, e é mesmo, doentio para dizer o mínimo, estampar selfies com sorrisos e poses ensaiadas em meio ao total desespero de famílias que lutam contra as forças da natureza para salvarem suas vidas e o pouco que têm, passear pelas ruas que se transformaram em rios efêmeros e correntosos, levando abaixo casas, vidas, dignidade.
A sede em garantir o melhor clique, o mais dramático vídeo e a selfie mais estratégica abafa a urgência em estender a mão e fazer pelo povo o mínimo, já que é através destas pessoas que pagam impostos e vão às urnas depositar sua confiança em supostos representantes do povo que estes candidatos e gestores chegam onde chegaram, mas estar de corpo presente na situação não é sinônimo de ser útil, estamos vemos uma grande tragédia transformada em circo pelos governantes.
Isso vem sendo notado, que tipo de estratégia de marketing desumana e pretensiosa é essa? Um ex-governador, pré-candidato ao senado que estampa sorrisos em meio ao sofrimento, enquanto o estado economiza na celeridade para socorrer as vítimas das cheias, seu principal “líder e comandante” faz seu turismo com o sofrimento alheio, uma caravana montada para fazer uma turnê no show de horrores, o ex-governador que não tinha nem que estar ali, está, ele precisa de material, precisa subir no palanque e berrar que estava lá, estendendo a mão para dar tapinhas nas cotas e espalhando a luz com seu sorriso.
Enquanto Renan Calheiros Filho faz seu passeio desumano o alagoano espera alguma ação do executivo que, junto com RF, dança no leito de espinhos dos afetados pelas cheias, a tristeza é afogada pela revolta, quais os limites para garantir uma boa mídia de campanha? De onde vem tanta alegria, será que pela garantia de um material de primeira linha para elevar a imagem do protagonista ou os decretos de estado de calamidade que dispensam licitações servirá para enlarguecer ainda mais os sorrisos de RF e seus apoiadores?
Façam suas apostas.

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