publicidade

Pesquisar

Campanha para o governo de Alagoas: precisamos de menos ataques e mais propostas

Chegamos ao dia 05 de agosto e as convenções partidárias foram finalizadas, portanto, Alagoas já conhece seus devidos candidatos na disputa pelo Palácio dos Palmares, a maioria já vinha se degladiando e se alfinetando por aí e, entre ataques e farpas, testemunhamos uma verdadeira novela que envolveu inclusive a chegada de um “novo” governador em pleno ano de eleição escolhido em pleito indireto.

Apesar de toda aventura da pré-campanha, os eleitores viram de tudo, mas houve uma escassez de apresentações de projeto, propostas, intenções dos respectivos candidatos ao assumir o posto de governador do estado. Até então ficou tudo como sempre, no bom e velho pão e circo, bem do jeitinho que os políticos alagoanos gostam, mas a interação proporcionada pelas redes sociais e os resquícios do ócio da pandemia resultaram num espetáculo muito mais acalorado.

No mais, será que vamos engolir somente isso? Ataques pessoais vindos dos principais candidatos ao governo, afinal, os demais candidatos seguem só para cumprir demanda, estão apagadinhos, coitados, quase como espectadores da folia. É isso que o alagoano tem de questionar, cadê as propostas? Teremos a continuidade dos oito anos de Renan Calheiros Filho caso Paulo Dantas leve o governo, veremos alguma mudança ou nova for a de administrar o estado com Rodrigo Cunha, será que repetiremos a dose dos dois mandatos de Rui Palmeira na prefeitura, mas em uma maior escala, ou pior, contaremos com as desventuras de Collor novamente charlando em um cargo executivo?

Tantos questionamentos estão embutidos nestas perguntas como sub-tópicos que nos levam a vislumbrar o futuro de Alagoas em cada possível cenário. O que estes candidatos têm para nos oferecer no tocante à melhoria da saúde pública de um estado lotado de hospitais, mas que definha em corredores lotados de um HGE capenga, como dar conta de uma infraestrutura utilizada como meio para encher os bolsos de políticos de baixo e alto escalão com obras inacabadas e hiperfaturadas, como salvar uma educação pública que ainda figura entre os piores índices do país? Daí entram questões como desemprego, analfabetismo, corrupção, etc, etc. São tópicos e tópicos que pelo visto ficam em segundo plano na briga pelo poder em Alagoas, a prioridade até então tem sido lacrar nas discussões e debochar muito no twitter.

A partir de agora que a coisa fica séria e a corrida esta alcançando suas últimas voltas, quem vai lembrar de apresentar um bom projeto, quem tem AQUELA carta na manga? Façam suas apostas.

VEJA TAMBÉM