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Entrevista do senador Renan Calheiros hoje em Brasília: “Não houve acordão”

Na tarde desta quarta-feira, 27 de agosto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) concedeu entrevista à Rádio CBN e abordou uma série de temas que envolvem tanto a política nacional quanto o cenário local de Alagoas. O parlamentar fez questão de frisar que não existe qualquer tipo de acordo político firmado em Brasília envolvendo seu nome, o MDB ou mesmo o ex-governador e atual ministro dos Transportes, Renan Filho.

Renan rebateu especulações publicadas por veículos de imprensa sobre possíveis articulações para as eleições de 2026. “Se fala muito que pode ter havido aqui em Brasília um acordo. Eu vi aí em muitos portais, alguns com credibilidade, outros sem credibilidade nenhuma. Mas eu queria dizer que nós não participamos de acordo, não defendemos acordo, nem avalisamos acordo nenhum envolvendo nomes para o Senado ou para o governo. Se algum setor do governo fez acordo, fez sem nos consultar, o que é uma desconsideração e rasga os próprios manuais da convivência política”, declarou.

O senador também tratou da possibilidade de Renan Filho disputar novamente o governo de Alagoas, ressaltando que a decisão será tomada no momento certo e de acordo com a conjuntura política. Sobre si próprio, afirmou que não descarta colocar seu nome pela quinta vez como candidato ao Senado, caso essa seja a vontade popular. “É natural que o MDB tenha dois candidatos ao Senado. Já tratei disso com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, e com o governador Paulo Dantas”, pontuou.

Durante a entrevista, Renan não poupou críticas ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL), seu histórico adversário político. Segundo o senador, Lira tem falhado em defender os interesses de Alagoas em Brasília, apesar de ocupar um dos cargos mais relevantes da Câmara Federal.

Outro ponto destacado foi a recente aprovação, pelo Senado, do nome de Marluce Caldas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Renan exaltou a escolha, feita pelo presidente da República, classificando-a como “técnica” e dentro dos critérios constitucionais. “Marluce preenchia com sobras os requisitos de notório saber jurídico e de reputação ilibada. Foi aprovada pela totalidade do Senado, com apoio unânime da bancada de Alagoas. Isso mostra que não houve acordo nenhum em Brasília”, reforçou.

O senador encerrou reafirmando que o MDB seguirá debatendo internamente os rumos eleitorais em Alagoas, mas sem imposições externas.

👉 Escute a entrevista completa no áudio ao final do texto.

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