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STF retoma julgamento histórico contra Bolsonaro e aliados em trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (9), a partir das 9h, um dos julgamentos mais aguardados do cenário político recente: o processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de integrar o núcleo central da chamada trama golpista. O caso, que mobiliza a atenção de Brasília e do país, está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que abrirá a sessão com a leitura de seu voto.

De acordo com a dinâmica estabelecida, Moraes iniciará sua manifestação tratando das chamadas questões preliminares. Entre os pontos em análise, estão a competência do STF para julgar o processo e a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, peça-chave nas investigações conduzidas até aqui. A homologação ou rejeição desses aspectos é considerada fundamental para a sustentação da acusação e para o andamento do julgamento.

Superada essa etapa inicial, a Corte entrará na fase decisiva, voltada para a análise do mérito do processo. Caberá a Moraes apresentar sua posição sobre as acusações que pesam contra o ex-presidente e os demais réus, avaliando se houve, de fato, a configuração de uma articulação voltada para a tentativa de ruptura institucional.

Após o voto do relator, a ordem de manifestações dos demais ministros já está definida. O primeiro a se pronunciar será Flávio Dino, seguido por Luiz Fux e Cármen Lúcia. Encerrando a rodada, o ministro Cristiano Zanin dará seu voto. Dependendo da complexidade da análise e do tempo de cada intervenção, o julgamento poderá se estender por mais de uma sessão, o que já é comum em casos de grande repercussão.

O processo é considerado emblemático não apenas pelo peso político dos réus, mas também pelo impacto que o resultado poderá gerar sobre a estabilidade democrática e a responsabilização de autoridades no país. A expectativa é de que o STF trace um marco jurídico sobre a responsabilização de altos agentes públicos em tentativas de ruptura institucional, reforçando seu papel como guardião da Constituição.

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