Em 2022, a polícia federal apreendeu em São Paulo o tablet, o celular e R$ 14 mil em dinheiro do governador Paulo Dantas. O mandado de busca e apreensão fazia parte da segunda fase da Operação Edema, que investiga um esquema de desvio de salários de servidores parlamentares quando o emedebista era deputado estadual. Dantas estava de cueca e acompanhado de uma mulher seminua, quando os agentes entraram em seu quarto no Hotel Unique, zona sul da cidade.
Algumas semanas antes, o pai de Paulo Dantas, ex-deputado Luiz Dantas, gravou e publicou um vídeo denunciando o filho por corrupção na Assembleia Legislativa do Estado.
Candidato à reeleição, Dantas decidiu colocar a acusação do pai, a operação Edema e a traição dele à esposa, Marina Cintra, na conta da disputa eleitoral. A tentativa do governador foi de criar uma vacina com a desculpa da política, para não aparecer diante do eleitorado como o filho que decepcionou o pai, o político investigado e o marido infiel.
Agora, quando Marina Cintra, declara apoio a JHC, passa para o grupo político do prefeito de Maceió, o governador tenta a mesma velha e viciada jogada: ele não fez nada contra a ex-mulher, ele sempre foi o mocinho da história dela, e é ela quem é a vilã, se tornando adversária política dele.
Será que cola?
Será que Paulo Dantas vai conseguir convencer Alagoas que Marina Cintra, ex-prefeita de Batalha, com uma grande influência eleitoral no Sertão de Alagoas, é a traidora?




