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Levantamento Falpe revela cenário embolado para o Senado e expõe fragilidades e fôlego dos principais nomes da disputa em Maceió

 

Uma nova pesquisa do Instituto Falpe, realizada entre os dias 26 de novembro e 1º de dezembro com 2.548 entrevistados em Maceió, revelou um quadro altamente competitivo — e inusitado — para a disputa ao Senado em Alagoas. O estudo, que permitiu aos participantes escolher até dois nomes, colocou três candidatos em situação de empate técnico, abrindo margem para múltiplas leituras sobre o humor do eleitorado e os movimentos que devem guiar as campanhas nos próximos meses.

A grande novidade do levantamento é a presença do nome do vice-governador Ronaldo Lessa, inserido pela primeira vez como potencial candidato à vaga. Embora ainda distante dos líderes, sua inclusão altera o tabuleiro ao puxar parte do eleitorado moderado, setor historicamente sensível a nomes com trajetória consolidada no estado.

No cenário estimulado, o deputado Davi Davino Filho aparece numericamente à frente, com 35,5% das menções. Logo atrás surge a primeira-dama de Maceió, Marina Cândia, com 34%, seguida de perto pelo deputado federal e ex-procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar, que marca 32%. A diferença entre os três fica dentro da margem de erro, configurando uma disputa completamente aberta.

Na sequência, o senador Renan Calheiros registra 11,5%, desempenho significativamente inferior ao de seus concorrentes diretos — e que se agrava quando analisado sob o prisma da rejeição. O vice-governador Ronaldo Lessa pontua 7,75%, enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira, aparece com 7%. Os nomes da esquerda, Paulão (2,5%) e Ítalo Bonja (1,25%), permanecem em faixas residuais.

O levantamento mostra ainda um contingente relevante de eleitores descolados da disputa: 6,5% afirmaram não votar em nenhum dos nomes apresentados, e 18,5% preferiram não opinar.

Quando a pergunta se transforma em “em quem você não votaria para o Senado?”, a pesquisa revela o peso político da rejeição. Renan Calheiros lidera o índice negativo, com 16,5%, seguido por Arthur Lira (11%) e Paulão (7,75%). Já na outra ponta, quem registra o menor índice de rejeição é justamente Marina Cândia, com apenas 1,5%, seguida de Davi Davino Filho (1,75%) e Alfredo Gaspar (3,25%). O dado reforça que a disputa continua aberta — e que a capacidade de conquistar votos novos pode se tornar o fator decisivo na reta final.

Com margem de erro de 3,5 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, o resultado do Falpe confirma um cenário eleitoral fragmentado, imprevisível e marcado por novas forças políticas que começam a redesenhar a disputa pelo Senado em Alagoas.

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