Uma sombra paira sobre a candidatura de Marina Candia, ex-primeira-dama de Maceió. Corre nos bastidores da política alagoana, com insistência crescente, a versão de que ela estaria inelegível — impedida de disputar qualquer cargo nas próximas eleições.
A alegação é técnica, mas o timing é cirúrgico: Marina não teria se desincompatibilizado dentro do prazo legal de um conselho diretivo de uma faculdade no estado. Uma irregularidade que, se confirmada pela Justiça Eleitoral, a tiraria do jogo antes mesmo de a bola rolar.
O problema — e aqui a investigação encontra terreno pantanoso — é que a informação não nasce do campo jurídico. Ela nasce do campo adversário.
São os chamados Calheiristas, aliados políticos do grupo que rivaliza com a sigla de Marina, quem mais fazem circular a narrativa. E a motivação, segundo fontes ouvidas sob anonimato, é estratégica: Marina Candia representa, para o PSDB alagoano, a esperança de uma votação expressiva o suficiente para eleger não um, mas dois nomes à Câmara Federal. Minar sua candidatura seria, portanto, minar toda a chapa.
Desinformação como tática eleitoral não é novidade. Mas o volume e a velocidade com que boatos têm circulado neste ciclo eleitoral atingem patamares inéditos. Nunca se mentiu tanto, em tão pouco tempo — e as fontes consultadas garantem: ainda há mais por vir.
A pergunta que fica é simples e incômoda: quando a mentira é a estratégia, quem ainda verifica os fatos?




