A Prefeitura de Piranhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica, vem intensificando as ações de prevenção, monitoramento e manejo do caramujo-africano em diferentes áreas do município. O trabalho tem como objetivo reduzir os riscos à saúde pública e orientar a população sobre a identificação e o descarte correto do animal.
As equipes estão realizando visitas, orientações educativas e ações de recolhimento em locais com registros da presença do molusco, especialmente em áreas com acúmulo de lixo, entulhos, vegetação alta e umidade, ambientes que favorecem a proliferação da espécie.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o caramujo-africano pode ser identificado pela concha maior, escura, cônica e com listras longitudinais. Diferente do caracol nativo — que deve ser preservado por sua importância para o ecossistema — o caramujo-africano representa risco à saúde por poder hospedar vermes capazes de transmitir doenças graves, como a meningite eosinofílica.
A transmissão pode ocorrer por meio do contato direto com o muco (baba) do animal ou pelo consumo de alimentos contaminados e não higienizados adequadamente.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que a população jamais realize o recolhimento diretamente com as mãos. O manejo deve ser feito utilizando luvas ou sacos plásticos como proteção.
Após o recolhimento, os animais devem ser colocados em um balde contendo uma solução com uma parte de água sanitária para três partes de água, permanecendo imersos por cerca de 24 horas. Em seguida, as conchas devem ser quebradas — evitando acúmulo de água — e descartadas no lixo comum dentro de sacos devidamente lacrados.
Além das ações de manejo, a Prefeitura reforça a importância da prevenção por meio da limpeza frequente dos quintais, eliminação de entulhos e descarte correto de resíduos orgânicos, medidas consideradas fundamentais para impedir a proliferação do caramujo-africano.
A Vigilância Epidemiológica segue acompanhando a situação no município e orienta que, ao identificar focos da espécie, a população procure os canais oficiais da Secretaria Municipal de Saúde para o devido encaminhamento.
Por Yela-Diane / Ascom.





