O ex-vereador por Maceió, vice-presidente da Associação Alagoana de Supermercados (ASA) e pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales afirmou nesta terça-feira (12) que a Assembleia Legislativa de Alagoas precisa colocar definitivamente no centro de suas discussões o debate sobre geração de empregos, estímulo às empresas, incentivo ao empreendedorismo e redução da carga de impostos para quem produz, investe e movimenta a economia do estado.
A declaração ocorreu após levantamento internacional da TMF Group apontar o Brasil como o terceiro país mais complexo — e difícil — do mundo para se fazer negócios. Segundo Francisco Sales, se o cenário nacional já é considerado extremamente burocrático e hostil para quem empreende, em Alagoas a realidade consegue ser ainda mais dura para pequenos, médios e microempreendedores.
“O dono do mercadinho, da lanchonete, do depósito de bebidas, quem abre um pequeno negócio e tenta gerar empregos em Alagoas sofre diariamente com burocracia, imposto alto, lentidão e falta de incentivo. Muitas vezes o empreendedor não recebe apoio do Estado. Muito pelo contrário. Se sente sufocado pelas dificuldades impostas para quem quer produzir”, afirmou Francisco Sales.
Segundo o pré-candidato, atualmente falta na Assembleia Legislativa uma representação mais firme voltada para quem movimenta a economia real dos municípios alagoanos. Para ele, o Parlamento estadual precisa discutir permanentemente desburocratização, simplificação tributária, estímulo à abertura de empresas e fortalecimento das atividades econômicas que geram emprego e renda.
“Já passou da hora de a Assembleia não só travar esse debate da maneira correta, mas principalmente de efetivamente fazer esse debate, algo que hoje quase não acontece no Parlamento alagoano. Só entregar medalhas e títulos honorários não faz o estado se desenvolver. É preciso discutir geração de empregos, empreendedorismo, abertura de empresas e redução de impostos para quem produz”, declarou.
Francisco Sales também destacou que fala sobre o tema com conhecimento prático de quem começou pequeno e enfrentou pessoalmente as dificuldades impostas a quem tenta empreender em Alagoas. Nascido e criado no bairro de Bebedouro, em Maceió, ele afirmou que milhares de empresários vivem diariamente obstáculos que poderiam ser amenizados com políticas públicas mais eficientes.
“Eu comecei pequeno. Sei exatamente o que é enfrentar imposto alto, burocracia, dificuldade para crescer e portas fechadas. Vivi isso na prática. Por isso defendo que a Assembleia Legislativa coloque no centro das prioridades a defesa do empreendedorismo, da geração de empregos e da redução de impostos para quem produz”, afirmou.
Sales também criticou o que considera um desequilíbrio na política de incentivos fiscais adotada no estado. Segundo ele, muitas vezes grupos empresariais vindos de fora recebem benefícios e facilidades que empresários alagoanos não conseguem acessar, mesmo gerando empregos e movimentando a economia local há décadas.
“Muitas vezes empresas de fora recebem incentivos, apoio e vantagens que o empresário alagoano não consegue acessar. Quem produz aqui precisa ser valorizado. Quem gera emprego aqui precisa ser tratado como parceiro do desenvolvimento. Esse debate precisa acontecer de forma séria e permanente dentro da Assembleia”, declarou.
Por fim, Francisco Sales afirmou que fortalecer quem empreende não significa ser contra programas sociais, mas criar oportunidades para que mais pessoas consigam trabalhar, empreender e conquistar independência econômica através do próprio esforço.
“Claro que programas sociais são importantes e precisam existir. Mas o melhor programa social que pode existir é o emprego, é o pleno emprego. Quanto mais empresas crescem, mais oportunidades aparecem. E mais as pessoas crescem também. E a saída para Alagoas passa pela geração de empregos, pelo fortalecimento das empresas e pela valorização de quem produz”, concluiu.




