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Renan promete proteção às mulheres, mas já foi condenado por ataques a Marina JHC.

_“Proteção para a mulher, cadeias para os covardes.” A frase usada por Renan Filho ao defender uma promessa de campanha traz de volta uma pergunta que ele ainda precisa responder: como conciliar esse discurso com o que fez na madrugada de 31 de outubro de 2022, diante da casa de Marina JHC?_

Na reta final da campanha, Renan Filho busca o eleitorado feminino. Mas quem tenta usar a proteção às mulheres uma bandeira pública também deve explicações pela angústia que causou a Marina JHC naquela madrugada de 31 de outubro de 2022.

Após o segundo turno daquela eleição, Renan participou de uma manifestação em carro de som que parou em frente ao prédio onde Marina morava. Ela relatou que estava sozinha com a filha de um ano – que chorou compulsivamente durante uma hora – e disse ter sentido medo. Renan e Paulo Dantas chegaram a entoar uma canção de ninar, de forma irônica.

O caso foi além da disputa política. Em agosto de 2025, uma sentença da 7ª Vara Cível de Maceió condenou Renan Filho e Rafael Brito ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais a Marina e JHC.

O juiz apontou a intenção de desqualificar os autores e perturbar seu sossego. Trata-se de uma decisão cível; que não equivale a uma condenação criminal por violência contra a mulher.

No entanto, ao mesmo tempo em que diz que defende “proteção para as mulheres, cadeia para covardes”, quase quatro anos depois, Renan Filho nunca se desculpou publicamente, como apontado por Marina JHC.

Qual mensagem de Renan Filho prevalecerá para as mulheres alagoanas: o discurso na campanha, com textos previamente preparados ou a atitude real que causou sua condenação na justiça?

 

 

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